Monday, Aug 10, 2009

Viagem no Tempo

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Todo mundo tem seus momentos de nostalgia, e comigo não é diferente, ainda mais que já estou com 29-9-9-9-9-9 anos e tenho lá o que lembrar...E estava todo enrolado, e ferrado para preparar a pauta do podcast dessa semana. Tentei fazer um episódio sem falar mal de ninguém, e...Consegui! Nunca mais faço isso!!! Falo sobre o passado e sobre o futuro, e sobre os dois ao mesmo tempo de V de Vingança a Juiz Dread. Também, graças a um comentário que deixaram ai falo de uma história que fiz em 1994, e que pelo menos o Fernando Aoki lembra. There’s a Killer on the Road...Essa veio direto do Elo Perdido...

Posted by Pedro Bahia at 10:34 PM |  5 comments  

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5 Comments:

Anonymous said...

fiquei envaidecido porém constrangido...

deixe eu pensar em algo interessante pra deixar no post...

Pedro, não tenho o seu e-mail e gostaria de trocar figurinhas em particular, mensagens para o_slang@yahoo.com.br

Valeu, me aguardem os ouvintes! (será que terei de abrir meu próprio po(bre)cast?

9:46 AM
Pedro Bahia said...

Achei que meu mail estivesse disponível no meu perfil... montebahia@hotmail.com

Podcasts são legais! Nos Estados Unidos eles já tem um número rasoável de podcasts de quadrinhos consolidados, como o Word Ballon. Eu curto o Too Old to Grow Up. Tem um público que curte podcast.

12:47 PM
Anonymous said...

Pedro, seguinte: eu, mais do que qualquer outro cara que largou os quadrinhos por perder o pique no meio da trajetória da vida, posso dizer com toda propriedade - se você sente saudades das suas criações de quadrinhos, se ao revê-las, encontra várias vozes que te dão uma sensação agradável, de reencontro de velhos amigos, e, na comparação com a cena quadrinheira atual, encontra pontos de vista, visões cosmogônicas, discursos únicos e DIGNOS DE PARTILHAR COM OS APRECIADORES DO BOM QUADRINHO, que só Pedro Bahia o Prático teve e tem condições de fazer...
vá e faça. Não esquente a moringa com destino para publicação, com prazos... comprometa-se apenas com a qualidade da obra em si, com a qualidade da escrita, com a sua vontade de legar uma expressão pessoal sua, que seja artístico, pura e simples expressão artística sua!

Eu SEI o que é ser perseguido por suas criações próprias, com uma voz tão única, tão individual, tão VALIOSA enquanto entretenimento, quanto autoafirmação do tipo "se Peter David pode fazer uma brincadeira nérdica-super-heroística tão legal assim, eu também posso!", que você se sente até mal de privar as outras pessoas desse seu quadrinho. Obviamente, isso tudo pode ser confundido com hebefrenia e algum estado mental delirante, bem como é IGUAL à maioria dos criadores de quadrinhos ruins que povoam as mais diversas mídias, mas, acho que no seu caso em particular, vale a pena sim dar forma e voz às suas criações quadrinheiras!

9:22 AM
Anonymous said...

Eu achei triste para caralho essa sentada de sarrafo no filme "À Deriva", por saber que é um projeto praticamente pessoal do Hector Dhalia, criado e escrito por ele após ter explodido com o filme sobre o texto do Mutarelli, "O Cheiro do Ralo".
Francamente eu esperava que, após ter trabalhado com filmes com um CUIDADO ENORME em relação à ORIGINALIDADE dos eventos dentro do roteiro, ele tenha recaído nas armadilhas de quem escreve sobre o cotidiano, especialmente os clichês, o excesso de banalidade e das soluções sem os excessos mirabolantes (que é o que efetivamente DIFERENCIA os bons dramas dos dramas banais e clichetescos).

Eu já descartei inúmeros textos meus (mentalmente falando) por seu apego à banalidade e à falta de criatividade e incapacidade de proporcionar algum espetáculo digno de ser acompanhado por qualquer leitor, EU INCLUSIVE... e, de repente, a solução para o maldito impasse - eu querendo TRATAR daquele assunto que vi numa porra de um drama, mas na hora que tentava fazer isso no contexto de drama da vida real ficava de uma banalidade, de uma falta de charme, de uma falta de carisma e apelo tão maldita que desistir era o recomendado - era justamente A EXTRAPOLAÇÃO, A FICÇÃO enquanto metáfora, o escapismo indo pro futuro, pro espaço, pro mundo alternativo... e aí, tudo parecia fazer sentido... o drama passa a demonstrar interesse, passa até mesmo a se escrever sozinho! Essa capacidade metafórica e escapista seria a base das aventuras do Alma de Aço se ele tivesse sido publicado pela Editora do Tony Fernandes nos fins dos oitenta... se tivesse virado seriado.
E, por nunca ter perdido essa capacidade de aludir ao presente, metaforizar as patifarias da terra brasilis, refletindo, brincando, zoando até... é por isso que até mesmo o JRP afirma que esse meu personagem pau-velho e clichetesco MERECE ir pra frente (mesmo não gostando das minhas histórias)... hmmm... droga, Prático, você descobriu meu truque sujo, se já não fosse tarde demais, eu te apagava pra não espalhar o segredo por aí - internete dedo-dura-do-caramba!

Brincadeirinha, brinceirinha... e desculpe usar o seu espaço pra fazer autopropaganda! Pior, autopropaganda de coisa que ainda estou em processo e não tenho nada ainda pra mostrar pro povo! Sou burro ou simplesmente linguarudo?

9:49 AM
Pedro Bahia said...

Aoki,
Imagina que você está num bar com bêbados chatos na mesa do lado...Esse filme me pareceu isso: bêbados chatos na mesa do lado, mas muitas pessoas gostaram, parece que alguns críticos gostaram, creio que isso simplesmente não é um filme para mim. Comparando com Horas de Verão, que também é um filme com personagens afetados e situações banais, a diferença é absurda, em tudo. Creio que porque Horas de Verão não tenta ser nada, não constrói uma metáfora a ser desvendada. As coisas simplesmente são, e o raciocínio é muito parecido com o de construir uma poesia, por combinação de significados e resignificações. À Deriva não tem nada disso. Achar que uma adolescente em crise perdendo a virgindade é amadurecimento da personagem, como ouvi alguém dizer, é algo que não se sustenta. O final de Horas de Verão é bem mais simples, e bem mais forte dentro da narrativa. Acho que o problema não é o excesso de banalidades, mas como elas se sucedem no roteiro. The Big Wheels é fácil um dos roteiros mais elaborados de história em quadrinho que conheço, e é uma sucessão de banalidades. Tem uma “mágica” nesse negócio que À Deriva não conseguiu fazer.
Estou escrevendo e desenhando agora, outras coisas, outras histórias que fazem sentido para mim hoje. É em passo de tartaruga, mas não paro. Agradeço seus elogios, mas eu os tomo mais como um voto de confiança. Felizmente ou infelizmente, não são coisas que só eu tenho condições de fazer. No entanto reconheço que escrever leva tempo, e a técnica é menos difundida que a do desenho, mas também é acessível para quem procura com a Internet. Teoria literária pode ser chata para alguns, mas acho que é relevante para quem quer fazer coisas mais técnicas como HQ. Acho que é o tipo de conhecimento que ajuda a organizar as idéias. Retome seus projetos, Fernando. Não de bola pro tempo. No final das contas só se vive uma vez.

12:31 AM

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